PETIT PAVÉ: A CALÇADA DA ARTE E DA DISCÓRDIA

Quem anda pelas ruas de Curitiba conhece bem esse tipo de pedra, o petit pavé, que ornamenta as calçadas da cidade. Trata-se de um tipo de passeio em que se usa rochas de basalto (escuras) e rochas calcáreas (brancas) de pequeno porte formando gravuras que dão um belo visual nas cidades. Podemos citar alguns exemplos de calçadas com petit-pavé afamadas como a de Copacabana no Rio de Janeiro e o Calçadão de Ponta Grossa. Na região podemos citar o uso destas calçadas em Irati, Ivaí,Imbituva, União da Vitória e em outras cidades em menores proporções.

Petit pavé formando uma pinha. FONTE: gazetadopovo.com.br

Esse tema já foi até assunto de um livro livro: “Calçadas de Curitiba: Preservar é preciso”da arquiteta Lucia Torres de Moraes Vasconcelos, que mostra a história do revestimento de origem portuguesa na cidade.

Como as rochas são de pequeno porte e se soltam com facilidade acabam se tornando arma fácil de marginais que atiram estas contra outras pessoas, casas e veículos.Quando molhadas a calçada torna-se escorregadia e pode provocar acidentes principalmente envolvendo obesos, idosos, crianças e demais pessoas com calçados lisos, isso dificulta também a acessibilidade, dificultando o acesso para deficientes físicos.
Quando estas calçadas ficam um certo tempo sem serem lavadas estas calçadas criam algas, popularmente chamadas de limbos, diminuindo sua beleza cênica e ficando ainda mais escorregadias.
Quanto a questão ambiental vale lembrar que estas diminuem a infiltração das águas da chuva no solo, podendo ocasionar inundações quando há chuvas em excesso. Esrte tipo de calçada é feito com materiais rochosos retirados de grandes pedreiras, que causam grandes impactos ambientais, muitos deles irreversíveis.
considerados lixo (exemplo concreto + vidro moído) e q ue garantam ao mesmo tempo a segurança e o acesso para todos. Fica a sugestão, vale lembrar que o povo espera por cidades eficientes.

Exemplares da aplicação artística do petit pavé na cidade. FONTE: montagem de circulandoporcuritiba.com.br

Para o arquiteto José La Pastina Filho, superintendente regional do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), defende não só o lado estético do petit-pavé, mas também o funcional. Segundo La Pastina, o revestimento é permeabilizante. “O petit-pavé permite que a água escoe para o solo”, argumenta. E acrescenta:  “O petit-pavé é um dos símbolos de Curitiba. Temos desenhos da década de 30 e 40.”

Rua XV de Novembro, Curitiba, calçadão revestido com petit pavé. FONTE: flickr.com/photos/tupiniquimbrazilis

Discussões a parte, não há como negar o peso histórico, estético e de encher os olhos que esse tipo de calçamento, tão característico da cidade de Curitiba proporciona.

FONTES:

circulandoporcuritiba.com.br

gazetadopovo.com.br

flickr.com/photos/tupiniquimbrazilis

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